O que é CBG, e quais são os efeitos do CBG?
Numa experiência em 2013 envolvendo ratos, o CBG revelou-se eficaz em diminuir algumas características inflamatórias da doença inflamatória intestinal.
O CBG também mostra muito potencial na área de tratamentos contra o cancro. Tem demonstrado especificamente bloquear recetores que promovem o crescimento de células cancerígenas.
Num estudo específico, inibiu o crescimento de células de cancro colorretal em ratos.
Isto significou que retardou o crescimento do cancro do cólon. O CBG inibiu tumores e demonstrou a possibilidade entusiasmante de que o cancro colorretal possa um dia ser curado.
Investigações na Europa ofereceram evidências de que o CBG é um agente antibacteriano eficaz. É particularmente eficiente contra Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA). Cepas de MRSA são conhecidas por ser resistentes a uma miríade de fármacos disponíveis atualmente.
Numa estudo de 2015, o CBG protegiu neurónios em ratos com Doença de Huntington. Esta doença é caracterizada por grave degeneração de células nervosas no cérebro.
Além disso, um estudo recente de 2017 mostrou que uma forma purificada de CBG sem delta-9 THC estimulou eficazmente o apetite em ratos. Isto poderá conduzir ao tratamento não psicotrópico da caquexia, um tipo de desgaste muscular e perda severa de peso observado em doentes com cancro em fase terminal e outras doenças terminais.
Os cientistas estão incrivelmente entusiasmados com estes resultados preliminares sobre o CBG e estão a promover ativamente futuras pesquisas com CBG em combinação com outros canabinoides ou por si só. Ao contrário do THC, o CBG não é psicotrópico, tornando-o potencialmente seguro no tratamento de problemas de saúde mental como ansiedade e depressão. Tem também propriedades analgésicas.
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Embora o CBD e o THC recebam mais atenção em todo o mundo, existem pelo menos 85 outros canabinoides presentes na planta da marijuana. Um desses canabinoides chama-se CBG.
O CBG, também conhecido como canabigerol, é descrito como um canabinoide menor devido à pequena quantidade de CBG presente na maioria das estirpes de cannabis.
Como é que o CBG é produzido?
O CBG está presente em menos de 1% na maioria das estirpes de cannabis, mas é um canabinoide significativo. Isto porque tanto o THC como o CBD começam a sua vida como CBG.
O CBG é o seu progenitor químico. Todas as plantas de cannabis produzem ácido canabigerólico (CBGA), que é o precursor das três principais linhas de canabinoides: ácido canabidiólico (CBDA), ácido canabicromênico (CBCA) e ácido tetrahidrocanabinólico (THCA).
Enzimas específicas na planta de cannabis decompõem o CGBA e 'encaminham-no' para uma destas três linhas. Os ácidos são eventualmente expostos a calor ou luz ultravioleta, evoluindo finalmente para THC e CBD.
Os melhoradores estão a experimentar modificações genéticas e cruzamentos de plantas de cannabis para obter maiores rendimentos de CBG. Alguns cientistas conseguem extrair níveis elevados de CBG das plantas ao determinar o tempo ótimo de extração, que se situa cerca das seis semanas num ciclo de floração de oito semanas.
Efeitos médicos do CBG
No corpo humano, o integrado sistema endocanabinoide (ECS) trabalha arduamente para manter o corpo num estado de homeostase perfeitamente equilibrada. Já está bem documentado que tanto o CBD como o THC têm efeitos fantásticos quando se trata de melhorar o bem-estar e ajudar a aliviar certas condições médicas. No entanto, estudos recentes sobre o CBG provaram ser muito promissores.

Estudos dedicados ao CBG
Um estudo de 2008 veio demonstrar que o CBG pode ser útil no tratamento do glaucoma. Isto porque ajuda a reduzir a pressão intraocular. Existem muitos recetores endocanabinoides presentes nas estruturas oculares, e a tecnologia moderna deu-nos a capacidade de aplicar aplicações tópicas em partes do olho sem causar danos em tecidos delicados. O CBG tem efeitos neuroprotetores e é um potente vasodilatador.